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O mar no bar, em pizza pode acabar

Como o Pizza e o A Ostra Bêbada revolucionaram a experiência de bares em Curitiba

Eu tinha bebido um pouco, mas me lembro bem da primeira noite que acabou em pizza na Trajano Reis. Era 2012, aniversário de não sei quem, não sei em qual dos (muitos) bares dessa rua agitada do Centro Histórico de Curitiba, e minha amiga (oi Manu!) tinha ido pra isso: quando ela soube da festa já me disse que ia porque ali na frente tinha a “melhor pizza do mundo” e que eu tinha que provar (ficam minhas desculpas pro aniversariante incógnito que virou  coadjuvante!).

Era madrugada quando saímos do bar-cujo-nome-também-não-lembro (ok, não lembro de muita coisa!) e eu achei um barato aqueles poucos metros quadrados chamarem a atenção de tanta gente, que comia e bebia de pé, atopetada em volta do balcão e principalmente na calçada. Não é que nunca tivesse visto isso antes – um lugar estilo grab and go -; mas desse jeito, ” grab and stay”, and stay no agito, não tinha visto, não! Deu pra ver que o o lugar em si já era um point; mas a pizza, al taglio, simples, massa fina, com ingredientes de qualidade, ahhhhh… Essa ganhou meu paladar! Daí pra frente foi difícil ir pra Trajano sem passar por lá; na verdade passamos a ir pra isso – nós e cada vez mais gente, que da calçada foi invadindo a rua.

Pizza al taglio = ao corte. Às vezes um taglio pode ficar maior que o outro! Pra beber: chope artesanal, água, vinho ou suco de uva integral. (Fotos retiradas do Instagram @pizzacwb)

A Trajano Reis e arredores (Rua São Francisco) se tornaram na época um reduto boêmio: eram bares (e bares e Continue lendo

Passeio Público de Curitiba – Parte 2

Entre a graça e a desgraça

O Passeio Público faz parte da história de Curitiba e da vida dos curitibanos – pelo menos os da velha guarda. Mas saibam que nem sempre ele foi público.

O primeiro administrador, Francisco Fasce Fontana (italiano, ervateiro, empresário, rico…), foi quem que ajudou a viabilizar a sua construção; até por isso na época ele instituiu que algumas das atrações deveriam ser pagas, como, por exemplo, a “elegante máquina de cavalinhos” – um carrossel, que foi sucesso total. Só que Chico (para os íntimos) começou a ficar indignado por ter que tirar do próprio bolso verba para a manutenção do local e ainda ter que apresentar recibos e notas fiscais das obras – que ele mesmo estava bancando – para a administração pública e, como protesto, fechou os portões do parque. A população não gostou: em 1889 invadiu o local e mostrou o significado da palavra “público”.

Ponte pênsil fazendo a ligação com a Ilha da Ilusão. (Foto: Rafael Belli Soares)

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