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Parte II da preparação da mochila

Dicas do que levar pro Caminho entre higiene, remédios e futilidades!

Vamos agora pra segunda parte dos post sobre o que levar na mochila pro Caminho de Santiago (a primeira você acessa aqui).

Sobre a nécessaire, quando se trata de levá-la numa mochila em que todo espaço e peso são contados, ela própria faz diferença. Eu escolhi uma bem molinha, que comportasse bastante coisa dentro mas que, quando vazia, reduzisse bem de tamanho. Também tomei o cuidado de escolher um tecido que não molha muito fácil e de que tivesse uma alça pra pendurar no banheiro ou mesmo no beliche. É bom ter as coisas às mãos para antes de dormir ou ao acordar, especialmente quando se está num albergue e está escuro!

E olha que esse albergue era dos com poucas camas no mesmo quarto!  (Foto: Rafael Belli Soares)

Sobre o conteúdo, reconheço que é a parte mais pessoal da mochila. Tem muita coisa essencial pra uns, dispensável pra outros – ex.: kit pra lentes de contato e óculos de grau. Vou falar do que acho que todos deveriam levar e também do que levei porque pra mim, ou pra nós (eu e Rafa), era importante.

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Parte I da preparação da mochila

O que levar para o Caminho de Santiago dos pés à cabeça!

Escolher o que levar pro Caminho de Santiago não é uma tarefa fácil. É que, partindo do clichê de que menos é mais, fazer as malas, ou melhor, a mochila, vira uma batalha mental pra eliminar qualquer miligrama que possa significar um excesso de peso. Essa batalha ganha quem pesquisa, e você acaba sendo apresentado (pelo menos foi o nosso caso) a todo um universo de materiais técnicos e multifuncionais que te fazem poupar muito espaço de bagagem. Poupar espaço, não dinheiro, porque quanto mais leves e úteis são os equipamentos disponíveis no mercado, mais caros eles costumam custar…! Aí entra de novo a pesquisa, por boas lojas – virtuais ou físicas – e bons preços. Certo é que, com informação, é possível  tomar boas decisões e fazer o Caminho com materiais de qualidade sem deixar as calças já no começo (calça precisa, tá?). A seguir a gente dá pra vocês o caminho das pedras – e das montanhas e da terra e de tudo mais que vocês vão ter que levar em conta nesses preparativos!

Esta foto nós tiramos na véspera de começar o Caminho. Na série de posts vai dar para perceber o quanto cada coisa foi útil e inútil! (Foto: Rafael Belli Soares)

Comecemos pelo começo: qual o peso ideal de uma mochila?

Bom, a recomendação geral é de que ela não ultrapasse 10% do seu peso, mas, sinceramente, às vezes isso pode ser inviável. Comigo, por exemplo, foi, já que sou pequena. Vamos então ser mais realistas e concluir o seguinte: você que pesa a partir de uns 65kg, siga a regra dos 10%; você que pesa menos, é menor, mais magr@, o que seja, tente levar o mínimo de coisas possíveis e ya está!

Até cheguei a ouvir de um peregrino que o máximo aceitável é de 20% do peso, mas acho que aí já é demais. No caso meu e do Rafa, que fizemos o Caminho em 35 dias e na primavera (ou seja, pegamos frio e calor), Continue lendo

Nossa experiência sobre o que nos recomendaram

Começando os preparativos pro Caminho Francês de Santiago

Como eu comentava no final do último post, o Caminho de Santiago pode ser o mesmo pra muita gente, mas é diferente pra cada um. É que nem a vida e a as reações distintas que as pessoas têm ante situações semelhantes – aliás, estou totalmente de acordo com o parâmetro que a Antonella fez com o Caminho e a vida na entrevista que fizemos com ela.

Mas vamos ao que interessa: a entrevista, agora sob o nosso ponto de vista. A Anto nos deu várias dicas de preparativos nas perguntas que fizemos a ela; chegou a hora de ver o que nós fizemos e não fizemos, o que deu certo e o que não deu.

Preparações de ordem física: médio!…

A gente tentou. Juro! Mas foi tudo tão, tão corrido, que os poucos meses que nos pareciam ser tempo suficiente pra fazer algumas trilhas etc., não foram. Vamos ser bem francos: teve conclusão dos trabalhos pessoais (saímos dos nossos empregos do Brasil pra voltar para a Espanha), teve mudança (esvaziar um apartamento não é simples!), teve festa(s) de despedida, mas não teve nenhuma trilhazinha pra contar a história.

Mas, pra não pensarem que somos inconsequentes, precisamos dizer que: (a) os dois estavam relativamente saudáveis – digo relativamente porque o Rafa tem um princípio de hérnia de disco, que graaaças a Deus não incomodou; e (b) fizemos yoga durante quase o ano todo e também academia, numa frequência que demos uma aumentada nos meses anteriores ao Caminho. O Rafa fazia bastante alongamento e esteira com subida e eu intensifiquei os treinos de resistência; além disso, os dois pegaram mais pesado na musculação pra região lombar/abdominal e costas, conforme o nutrólogo e os instrutores aconselharam. Três vezes por semana de exercícios é melhor que nada, né?

Foto: Luiza Nascimento Mendonça

Tem umas subidas e descidas tipo essa, em Castrillo-Matajudios (trecho entre Hontanas e Boadilla del Camino do Caminho Francês) que exigem do corpitcho!! (Foto: Luiza Nascimento Mendonça)

Treino com a mochila: zero.

Se não teve trilha, evidente que não teve treino de mochila! Mas aqui temos uma justificativa: as mochilas que nos recomendaram (marca Deuter, em outros post eu especifico direitinho) custam Continue lendo


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