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As 5 melhores feiras livres de Curitiba

É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira(á)!

Ok, começo pedindo desculpas pelo subtítulo porque ele não é 100% verdadeiro! O fato é que importa a feira, já que as feiras livres volantes ocorrem de terça a domingo aqui na nossa capital paranaense.

Mas antes de falarmos delas, vocês sabem a origem desse tipo de comércio aqui em Curitiba?
As feiras tiveram início do século XIX, com os imigrantes europeus (alemães, italianos e poloneses) que viviam longe da urbanização, em suas chácaras, e vinham para a região mais central, principalmente pela Estrada do Assungui; eles vinham com suas carroças e com isso começaram a fazer a comercialização de seus próprios produtos, hortifrutigranjeiros (essa palavra bonita eu confesso que eu nem conhecia, retirei do site da prefeitura!). Aliás, sabem aquela fonte de água do Largo da Ordem? Ela foi construída justamente para matar a sede dos cavalos.

Bom, é certo que hoje em dia a quantidade e variedade de produtos que se vende nas feiras é muito maior, mas não podemos negar que mesmo sem aceitarem pagamento no cartão de crédito as feiras daquela época tinham lá seu charme.

Então vamos ao que interessa: artesanatos; produtos diversos; frutas frescas; todos os tipos de verduras; comidas típicas; carne branca; carne vermelha; embutidos; queijos; doces; salgados… E, claro, pastel frito na hora!

FEIRA DA PRAÇA DA UCRÂNIA

Na mesma praça ocorrem três feiras: Quarta-feira (artesanatos); sexta-feira (gastronômica) e sábado (alimentos orgânicos).

Vou focar na gastronômica, já que meu espírito gordo fala mais alto. A praça é pequena, porém as barracas são muito boas, o que comprova que tamanho não é documento! É um ambiente agradável, fácil de encontrar os amigos e de fácil acesso. Só não é fácil decidir o que comer no meio de tanta opção tentadora! São 37 barracas/traillers que te proporcionam conhecer um pouco da culinária brasileira, alemã, polonesa, japonesa, latina…
Minha sugestão é o sanduíche de pernil, um espetáculo à parte: a carne vem dos porcos ibéricos, tratados com rações especiais, passam por massagem 3x por semana… Mentira! Bem provável que a carne seja de algum mercado qualquer, o segredo deve estar no dia da semana, sexta-feira à noite!

Início de feira, ainda sem muito movimento. (Foto: Rafael Belli Soares)

X-Pernil no pão francês ou no pão de hambúrguer? E cuidado com a pimenta! (Foto: Rafael Belli Soares)

FEIRA LIVRE DO AHÚ

Esta feira ocorre toda quinta-feira, das 7h às 11h:30min aproximadamente, na Rua Colombo, no Bairro Ahú. Decidi colocá-la aqui porque ela tem algo que as outras não tem: o Museu Oscar Niemeyer (O Museu do Olho), bem pertinho. Então você, que está passeando por Curitiba neste dia, neste horário, a dica é: você está a 7 minutos andando de um pastel frito na hora! Claro que nela você também encontrará muita variedade de alimentos e artesanatos, o que torna o passeio bem interessante.

Pastel frito na hora (Foto: Rafael Belli Soares)

FEIRA DO ALTO DA GLÓRIA

Uma das maiores feiras de Curitiba, com aproximadamente 400m comprimento; ocorre aos sábados, das 7h às 13h, na Rua Alberto Bolliger. Uma boa dica é a Banca de Conservas e Especiarias Milton e Cristina. Além de todos os produtos que já constam no nome da barraca, lá vocês vão encontrar (se chegarem cedo) posta do bacalhau, que segundo a minha sogra é a melhor da cidade – caso prefira, também tem bacalhau desfiado. Uma ótima pedida para começar bem o final de semana! Lembrando que esta barraca, assim como várias outras, também pode ser encontrada em outros dias em outras feiras pela cidade.

Banca de Conservas e Especiarias Milton e Cristina. A foto é na feira da Praça 29 de Março, mas é mesma banca que você encontrará na Feira do Alto da Glória. (Foto: Luiza Nascimento Mendonça)

(Foto: Rafael Belli Soares)

FEIRA DA PRAÇA 29 DE MARÇO

Esta feira está de parabéns! Situada na praça que leva o nome em homenagem à data de aniversário de Curitiba, é uma boa opção para quem não quer encarar a principal feira de domingo da cidade (a do Largo da Ordem). Ocorre todos os domingos pela manhã, com 63 barracas ao todo, com uma ótima variedade (inclusive com a presença da barraca do bacalhau que citei acima).
Ela tem também um diferencial que é a praça em si, que tem uma quadra poliesportiva, equipamentos para exercícios físicos, bastante vegetação e um belo mural do renomado artista curitibano Poty Lazzarotto.

(Foto: Rafael Belli Soares)

(Foto: Rafael Belli Soares)

Obs.: se vocês não encontrarem na feira o produto que buscavam podem se socorrer no Supermercado Festval, que fica em frente, na Rua Brigadeiro Franco. Com exceção das bebidas (vinhos e espumantes), os preços às vezes são mais salgados que o bacalhau do Milton, mas a variedade de produtos que eles oferecem é grande, principalmente em importados.

FEIRA DO LARGO DA ORDEM

Não é porque foi a última feira a aparecer aqui na lista que dentro das 5 citadas é a pior. Pelo contrário, é pra fechar o post com chave de ouro, pois a feira do Largo da Ordem é a principal feira da cidade. Se você colocar no Google “feira em Curitiba”, é ela quem irá aparecer. Não é à toa que em 2018 ela se tornou patrimônio imaterial da cidade. A “Feirinha Hippie” existe oficialmente desde o início da década de 70 e se tornou a maior de todas: adivinha quantas barracas tem por lá? … Se vocês não gostam de brincar de adivinha que nem a Luiza, a resposta é: mais de 1250 barracas! “Feirinha”! Ou seja, nela vocês acham de tudo – artesanatos aos montes, muita arte, comida, bebida, produtos diversos – e de quebra ela está localizada no charmoso centro histórico da capital. Um passeio imperdível para domingo de manhã (das 9h às 14h), tanto para residentes quanto para turistas! Mais detalhes e dicas a respeito dela, vocês encontram clicando aqui.

Palácio Garibaldi é um dos cenários da feira. (Foto: Rafael Belli Soares)

É claro que o título deste post é uma questão pessoal. Existem feiras por todos os cantos da cidade, para tudo quanto é tipo de público, o que mostra que Curitiba está super bem servida nesse ramo. Importante ressaltar que, independente de qual for a feira, meia hora após o término, o local se encontra limpinho! Caso tenham interesse em saber mais sobre elas, cliquem aqui que vocês acharão o dia, a hora e local certo de cada uma. E para não perder o costume, musiquinha propícia para o tema.

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