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"10" Post(s) encontrado(s) na categoria: Cidades

Um dia em Antonina-PR – Parte 1

História, arquitetura, gastronomia e natureza a 80km de Curitiba

Era um domingo anormal em Curitiba, de muito sol e calor, acordamos cedo sem querer, vimos a previsão do tempo para o litoral paranaense e pensamos: por que não fazer um programa diferente? Que tal Antonina? Pode ser! Partiu! A cidade histórica de Antonina se localiza a aproximadamente 80km de Curitiba, no litoral paranaense (que apesar de pequeninho, tem muita coisa bacana para ser explorada). É um daqueles passeios bate-volta piscou, chegou! Vá na fé e na coragem… E pela centenária Estrada da Graciosa! Outra forma de chegar a Antonina saindo de Curitiba é pela BR-277 – sentido

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Um dia em Antonina-PR – Parte 2

História, arquitetura, gastronomia e natureza a 80km de Curitiba

Depois de passar pela Estrada da Graciosa (foram quase duas horas de viagem – fomos a la Rubinho, bem devagar, para poder curtir o visual!), chegamos à cidade histórica de Antonina ainda pela parte da manhã. Como era domingo, a maioria do comércio se encontrava fechado, mas isso não afetou nosso passeio, pois o que precisávamos para sermos felizes estava aberto (pouco dramático!). Um pouco da história de Antonina Antonina é uma das cidades mais antigas do estado do Paraná; completa este ano (2019) 305 anos de fundação e tem histórias a perder de vista. Já foram encontrados vestígios de ocupação nos sambaquis e de ocupação de índios carijós muito antes de sua “efetiva”

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Um dia em Antonina-PR – Parte 3

História, arquitetura, gastronomia e natureza a 80km de Curitiba

Já falamos do trajeto pela Estrada da Graciosa até Antonina na parte 1 e já falamos um pouco da história da cidade e do que vimos nela na parte 2. Agora está na hora de falar de comida e de como fazer a digestão! Confesso que meu espírito gordinho está indo à loucura lembrando da casquinha de siri que comemos lá! Mas antes vou falar um pouquinho do local que escolhemos pra comer. Restaurante Caçarola do Joca Este restaurante de quase 40 anos de história não conta mais com o comando do Joca (Joaquim Carlos Alcobas), que faleceu em junho de 2008 – hoje quem toma conta são suas filhas, Jamylle e Ramsa Alcobas. Pelos relatos, o Joca era O Cara! Em 1981, o paulistano recém-chegado a Antonina comprou o antigo casarão de uma imigrante belga e não demorou para se espalhar a boa fama da sua

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Parabéns, Curitiba!

326 aninhos de vida

De acordo com as minhas estatísticas, são 218 anos com céu nublado, 93 de chuva, 9 de sol, 6 de sol e chuva no mesmo dia, dois dias de neve e um dia de sol sem nuvens. Nenhuma super lua, nenhum eclipse solar, nenhum eclipse lunar, nenhum cometa… Nada disso em terras curitibanas devido a suas caprichosas nuvens. Por que estou começando o post falando isso? Porque eu, que sou de Brasília e que já passei mais de 20 anos aqui, eu que odeio frio e chuva e céu cinzento, aprendi a gostar da cidade apesar desse tempo lazarento (pra definir usando uma expressão bem daqui)! Brincadeiras e exageros à parte, preciso admitir que Curitiba é muito mais que isso; é uma cidade de tirar o chapéu! E este mês de março ela está de parabéns; por isso o post, em comemoração ao aniversário – não esperem ver críticas negativas neste espaço. […]

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Bosque Alemão

A bruxaria que encanta quem conhece!

O Bosque Alemão fica no Bairro Vista Alegre, no Jardim Schaffer, numa área de fundo de vale de 38.000m². Trata-se de uma homenagem aos vários imigrantes dessa etnia que se estabeleceram na cidade no século 19. Essa casinha bonitinha que fica na entrada superior é o Oratório Bach (homenagem ao compositor alemão Johann Sebastian Bach); é uma réplica de uma igreja presbiteriana de 1933 que existiu no Bairro Seminário e nela funciona uma sala para concertos musicais com capacidade para 100 pessoas. Nesse dia o Oratório estava todo enfeitado porque recebeu a instalação da Cidade do Pão de Mel: nove biscoiterias locais se uniram e fizeram a reprodução dos principais pontos turísticos de Curitiba em biscoitos, uma graça!

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Turistando por Curitiba: dobradinha Ópera de Arame + Parque Tanguá

Parte II

Continuando (finalmente!) a parte II do post, depois do nosso almoço na Ópera de Arame pegamos o carro e em cinco minutos chegamos ao Parque Tanguá. O trajeto é mesmo bem curto; de Uber sai por menos de cincão! O Parque Tanguá Inaugurado em novembro de 1996, representa mais uma etapa do projeto de preservação do curso do Rio Barigui, da qual também fazem parte os parques Tingui e Barigui. A área total de 235 mil m² abrange um grande jardim, pista de cooper, ciclovia, lanchonete, mirante, dois lagos, cascata… Aprazível e fotogênico, como um bom parque deve ser! Quem chega no Tanguá pelo estacionamento de cima se depara com o Jardim Poty Lazzarotto, inaugurado em 1998. O Poty é um artista plástico curitibano cuja arte está espalhada em forma de grandes painéis pelos quatro cantos da cidade – seria digno de um post

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Turistando por Curitiba – dobradinha Ópera de Arame + Pargue Tanguá

Parte I

Morador dificilmente faz turismo na própria cidade, o que é um desperdício quando se trata de Curitiba, que tem tantos lugares e construções interessantes. Num fim de semana desses de dezembro, numa das nossas expedições para fotografar as atrações natalinas locais (rendeu uma ótima série de posts no blog), acabamos desfrutando de um agradável dia de domingo, em que nos surpreendemos em perceber como nessa cidade uma coisa pode levar a outra a ponto de que, num curto período de tempo e numa curta distância, se possa visitar tantas atrações diferentes. Nosso passeio não começou exatamente pelo natal, mas pela barriga: tínhamos fome e optamos por almoçar no recém-repaginado Ópera Arte, que fica na emblemática Ópera de Arame. Sobre o restaurante eu já dou mais detalhes; antes quero falar um pouco sobre a

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O mar no bar, em pizza pode acabar

Como o Pizza e o A Ostra Bêbada revolucionaram a experiência de bares em Curitiba

Eu tinha bebido um pouco, mas me lembro bem da primeira noite que acabou em pizza na Trajano Reis. Era 2012, aniversário de não sei quem, não sei em qual dos (muitos) bares dessa rua agitada do Centro Histórico de Curitiba, e minha amiga (oi Manu!) tinha ido pra isso: quando ela soube da festa já me disse que ia porque ali na frente tinha a “melhor pizza do mundo” e que eu tinha que provar (ficam minhas desculpas pro aniversariante incógnito que virou  coadjuvante!). Era madrugada quando saímos do bar-cujo-nome-também-não-lembro (ok, não lembro de muita coisa!) e eu achei um barato aqueles poucos metros quadrados chamarem a atenção de tanta gente, que comia e bebia de pé, atopetada em volta do balcão e principalmente na calçada. Não é que nunca tivesse visto isso antes – um lugar estilo grab and go -; mas desse jeito, ” grab and stay”, and stay […]

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Passeio Público de Curitiba – Parte 2

Entre a graça e a desgraça

O Passeio Público faz parte da história de Curitiba e da vida dos curitibanos – pelo menos os da velha guarda. Mas saibam que nem sempre ele foi público. O primeiro administrador, Francisco Fasce Fontana (italiano, ervateiro, empresário, rico…), foi quem que ajudou a viabilizar a sua construção; até por isso na época ele instituiu que algumas das atrações deveriam ser pagas, como, por exemplo, a “elegante máquina de cavalinhos” – um carrossel, que foi sucesso total. Só que Chico (para os íntimos) começou a ficar indignado por ter que tirar do próprio bolso verba para a manutenção do local e ainda ter que apresentar recibos e notas fiscais das obras – que ele mesmo estava bancando – para a administração pública e, como protesto, fechou os portões do parque. A população não gostou: em 1889 invadiu o local e mostrou o significado da palavra “público”.

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Passeio Público de Curitiba – Parte 1

Entre a graça e a desgraça

Chegou a vez de falar do Passeio Público. Neste ano de 2019 o parque mais antigo de Curitiba completa 133 anos desde sua primeira inauguração. Sim, teve mais de uma! Foi Alfredo d’Escragnolle Taunay, o presidente da época da Província do Paraná, quem deu o pontapé inicial para a construção do Passeio. O local era um banhado/pântano que causava dor de cabeça na população e a construção ajudou na drenagem do terreno e na eliminação de alguns problemas de insetos da região. Taunay adiantou a inauguração para o seu último dia de mandato, dia 2 de maio de 1886. No dia seguinte, seu sucessor Joaquim Faria Sobrinho assumiu o cargo e a bronca. Como a entrega foi em condições bem “marromeno”, Joaquim arcou com o “preju” para finalizar e corrigir os defeitos da construção. Foi daí que em 8 de agosto de 1886 aconteceu a segunda inauguração – mas se […]

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