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Mesquita Imam Ali ibn Abi Talib

Se Maomé não vai até a Curitiba, Curitiba vai até Maomé - Parte 2

Esse é o nome correto, mas, convenhamos, muito mais fácil chamar de Mesquita de Curitiba. Localizada no bairro São Francisco, na Rua Kellers, 383, ela pode ser visitada aos domingos, das 10h30min às 13h30min (para quem quiser visitar em outro dia da semana, é necessário ligar para lá e agendar um horário – 41 3222-4515) – a dica que damos, então, é meio óbvia:  conheça a Feira do Largo da Ordem, que acontece na frente, e dê um pulinho dentro da mesquita. Importante ressaltar que para entrar no local é necessário estar descalço e vestido de forma apropriada; a própria mesquita fornece lenços (hijab) às mulheres, que podem ser mais longos ou mais curtos, dependendo da roupa que estiverem usando. O negócio é entrar no clima e respeitar a cultura do local. Ah! A entrada é gratuita!

Mesquita de Curitiba, domingo. Sempre muito visitada! (Foto: Rafael Belli Soares)

A construção que foi erguida em 2 anos, projetada também pelo Kamal David Curi, e foi inaugurada em 1972. Tem como destaques as duas torres, ou melhor, dois minaretes – que antigamente serviam para que o muezim chamasse os fieis lá do alto para orar, com os dizeres “Allahu Akbar” (Alá é Grande!); hoje em dia é com caixa de som mesmo, nada de forçar o gogó!

Um pouco mais distante é possível ver a belíssima cúpula. (Fotos: Rafael Belli Soares)

A cúpula da mesquita tem em seu topo uma meia lua, que indica o calendário lunar, seguido pelos islâmicos. Somente em 2010 é que foram colocados os azulejos (desenhados e pintados a mão); foram doados pela embaixada do Irã – antes disso o edifício era verdinho, com menos detalhes. Por dentro encontramos outros presentinhos da embaixada iraniana, os tapetes persas. Já os biombos que separam os homens das mulheres na hora da oração, vieram da Índia.

Mesquita antes da reforma de 2010. (Foto retirada do site www.circulandoporcuritiba.com.br)

Em destaque os azulejos e a meia lua no topo da cúpula. (Fotos: Rafael Belli Soares)

Detalhe da cúpula por dentro. (Foto: Rafael Belli Soares)

Outros pontos interessantes da mesquita: ela está virada de frente para Meca e é a única no Brasil que aceita xiitas e sunitas. Normalmente cada povo tem seu próprio templo para orações, mas aqui todos são bem vindos – que continue assim, inshallah! Apenas esclarecendo, Xiitas e Sunitas acreditam nos mesmos profetas e ensinamentos; é a mesma religião. O conflito vem na crença pós profeta: os xiitas acreditam que o Ali (primo e genro de Maomé) tem o direito da liderança do povo muçulmano, já os sunitas acreditam que não há um herdeiro de fato e que o povo muçulmano é que deveria fazer essa decisão – ao menos foi isso que entendi.

A divisória dos biombos vindos da Índia e os tapetes persas doados pela baixada iraniana. (Fotos: Rafael Belli Soares)

(Fotos: Rafael Belli Soares)

Não se esqueçam que a Parte 3 será de abrir o apetite! Depois de tanta informação, fico por aqui deixando mais um vídeo pra descontrair. Algo que tem tudo a ver com o tema! Cliquem e curtam a nostalgia dos anos 80, com a música composta e cantada por ele, Evandro Mesquita (hein, hein!).

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2 Comentários

  • Baba Salim – Vivacidades
    11 fevereiro, 2019

    […] Não é preciso ir pra lá de Marraquexe para encontrar o Baba Salim, e ao encontrá-lo, cuidado para não ficar pra lá de Bagdá! Esse bar/restaurante libanês (a unidade mais antiga) se encontra na Rua Amintas de Barros, na rua lateral do Teatro Guaíra (tema clássico para um futuro post). Fica a 8 minutos a pé do Memorial Árabe e a 15 minutos da Mesquita de Curitiba. […]

  • […] que provavelmente apenas os moradores da cidade frequentam. Vamos falar do Memorial Árabe, da Mesquita de Curitiba (Mesquita Imam Ali ibn Abi Talib) e do bar Baba […]

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