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Passeio Público de Curitiba – Parte 2

Entre a graça e a desgraça

O Passeio Público faz parte da história de Curitiba e da vida dos curitibanos – pelo menos os da velha guarda. Mas saibam que nem sempre ele foi público.

O primeiro administrador, Francisco Fasce Fontana (italiano, ervateiro, empresário, rico…), foi quem que ajudou a viabilizar a sua construção; até por isso na época ele instituiu que algumas das atrações deveriam ser pagas, como, por exemplo, a “elegante máquina de cavalinhos” – um carrossel, que foi sucesso total. Só que Chico (para os íntimos) começou a ficar indignado por ter que tirar do próprio bolso verba para a manutenção do local e ainda ter que apresentar recibos e notas fiscais das obras – que ele mesmo estava bancando – para a administração pública e, como protesto, fechou os portões do parque. A população não gostou: em 1889 invadiu o local e mostrou o significado da palavra “público”.

Ponte pênsil fazendo a ligação com a Ilha da Ilusão. (Foto: Rafael Belli Soares)

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Passeio Público de Curitiba – Parte 1

Entre a graça e a desgraça

Chegou a vez de falar do Passeio Público.

Neste ano de 2019 o parque mais antigo de Curitiba completa 133 anos desde sua primeira inauguração. Sim, teve mais de uma!

Foi Alfredo d’Escragnolle Taunay, o presidente da época da Província do Paraná, quem deu o pontapé inicial para a construção do Passeio. O local era um banhado/pântano que causava dor de cabeça na população e a construção ajudou na drenagem do terreno e na eliminação de alguns problemas de insetos da região.

Entrada do Passeio Público. (Foto: Rafael Belli Soares)

Taunay adiantou a inauguração para o seu último dia de mandato, dia 2 de maio de 1886. No dia seguinte, seu sucessor Joaquim Faria Sobrinho assumiu o cargo e a bronca. Como a entrega foi em condições bem “marromeno”, Joaquim arcou com o “preju” para finalizar e corrigir os defeitos da construção. Foi daí que em 8 de agosto de 1886 aconteceu a segunda inauguração – mas se alguém perguntar qual Continue lendo

Fim de semana em Campinas

Turistando com moradores numa cidade não turística - Parte 1

Em dezembro (OK, post atrasado; férias né?!), depois de algumas tentativas de conciliar as agendas, finalmente estivemos em Campinas para um encontro de primos. Não tínhamos pesquisado nada sobre o que fazer pela cidade, até porque o objetivo era estar em família, mas os anfitrioníssimos Jorge e o Beto nos levaram pra um belo rolê e pudemos perceber que coisa pra fazer por lá não falta!

A única recomendação que tínhamos para o sábado de manhã era usar calça (?!). Saímos de casa por volta das 10:30h e chegamos a uma magnífica construção cor-de-rosa que ocupa uma quadra inteira – mentira, o conjunto deve ocupar umas 8 quadras!.. Ou umas 20!! Olha, não sei dizer, mas é bem grande!

Escola Preparatória de Cadetes do Exército (Foto: Rafael Belli Soares)

A razão do uso de calça é que assim se exige no site a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, onde estávamos. A EsPCEx funciona como se fosse um primeiro ano do ensino superior, mas para aqueles que querem seguir carreira militar e ingressar na AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras, que fica em Resende-RJ). Não é preciso pagar nada para visitá-la, o que pode ser feito das 09h às 17:30h todos os dias, com direito a guia! Quem nos conduziu pelos verdes e bem cuidados jardins, pelos corredores adornados com Continue lendo


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