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Baba Salim

Se Maomé não vai até a Curitiba, Curitiba vai até Maomé - Parte 3

Não é preciso ir pra lá de Marraquexe para encontrar o Baba Salim, e ao encontrá-lo, cuidado para não ficar pra lá de Bagdá! Esse bar/restaurante libanês (a unidade mais antiga) se encontra na Rua Amintas de Barros, na rua lateral do Teatro Guaíra (tema clássico para um futuro post). Fica a 8 minutos a pé do Memorial Árabe e a 15 minutos da Mesquita de Curitiba.

Ok, a fachada não é das mais bonitas, concordo. Mas como minha mãe dizia: O que importa é a beleza interior! (Fotos: Rafael Belli Soares)

Desde 1998 o local é administrado pelo casal libanês Nazha Chiah e Jamal (que muitos chamam de Baba – fica a seu critério!). No início era mais um restaurante, aberto de dia, servindo principalmente pratos executivos. Era ainda mais simples que atualmente – para se ter ideia, o banheiro ficava do lado de fora do bar: era torcer para não chover na hora do aperto! No início dos anos 2000, Continue lendo

Domingo em Curitiba

A clássica dobradinha Feira do Largo da Ordem + almoço no setor histórico

Se tem uma programação típica do curitibano pra domingo de manhã é a Feira do Largo da Ordem, que acontece no centro histórico da cidade das 9h às 14h. É tão tradicional que às vezes nós até nos esquecemos de aproveitar, por saber que ela vai estar sempre lá: faça chuva, faça sol, todo domingo as barraquinhas estão montadas, o que nos faz inconscientemente adiar a ida pro fim de semana seguinte, e pro seguinte… Essas coisas que morador costuma (não) fazer quando se trata das atrações da própria cidade! Mas é fato que cada vez que pisamos na “feirinha”, ficamos maravilhados e nos perguntamos por que não a visitamos com mais frequência.

Feira do Lardo da Ordem – ao fundo a torre da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Curitiba. (Foto: Rafael Belli Soares)

Bom, pra introduzir, é preciso dimensionar o evento: são 1250 (!) barracas que se estendem da Rua São Francisco até a Rua Dr. Kellers, que vendem principalmente artesanato – objetos de decoração feitos dos mais diversos materiais, acessórios, roupas, adereços… Tem do lugar-comum ao inusitado e muita variedade, o que faz a feira sair do padrão e, por isso, impressionar – de verdade, sou bem a louca das feiras e ainda não estive numa tão interessante!

Tem também bastante pintura; antiguidades; livros, revistas e vinis; teatro de rua e, claro, comida, muita comida! Além dos clássicos pastel de feira (lá se chama só pastel mesmo :p) e caldo de cana, tem barracas de culinária de outros países (ucraniana, grega…), barracas dos clássicos nacionais (acarajé altamente recomendado) e os vários restaurantes do entorno. Tudo isso ao som – aos sons – que vão mudando conforme os passos que se vai dando: tem rock ao vivo, tem MPB no violão, tem o berimbau da roda de capoeira… Tem pra todos os gostos.

Feirinha do Largo da Ordem (Fotos: Rafael Belli Soares)

 

Feirinha do Largo da Ordem (Fotos: Rafael Belli Soares)

 

Feira do Largo da Ordem (Foto: Rafael Belli Soares)

 

Artesanato variado. Até os Smurfs encontramos por lá! (Foto: Rafael Belli Soares)

A essa altura já deve ter dado pra perceber que de “feirinha” essa feira não tem nada, né? Mas é que, segundo nosso oráculo do século XXI, Wikipedia, ela começou extra-oficialmente por volta de 1973 por parte de hippies – daí então os nomes “Feirinha Hippie”, usado até hoje.

Foto da Feira em 1970 e poucos – foto não datada. Retirada do grupo Antigamente em Curitiba (Acervo dos municípios brasileiros Biblioteca do IBGE)

Outro nome bastante usado é o de “Feirinha do Largo”, em referência ao Largo da Ordem, que, junto com a Praça Garibaldi, o calçadão de acesso e as Ruínas de São Francisco, compõe parte do setor histórico da cidade. É nessa região que se encontram algumas das edificações locais mais antigas, que dividem espaço com obras novas e com arte de rua – graffiti, painéis de azulejo -; tanta coisa interessante que merece um post exclusivo. Melhor que lazer é lazer com história, né?

Mistura do antigo com o novo. (Foto: Rafael Belli Soares)

E depois desse rolê que já durava uma manhã toda no sol, como já estávamos ficando da cor da parede do Memorial, resolvemos sentar e parar pra almoçar numa sombra. Foi difícil resistir ao clássico Bar do Alemão (qualquer hora falaremos dele aqui!), mas resolvemos conhecer um lugar novo que já havíamos visto ser elogiado na imprensa local. Uma casa tombada do século XIX com um jardim interno incrível; quem passa pelo A Caiçara não faz ideia do que existe lá dentro. E se o ambiente é aprazível o cardápio não fica pra trás: cozinha litorânea regional da melhor qualidade; vai de barreado (pra quem não sabe, é um prato bem típico do Paraná) a frutos do mar e agrada qualquer paladar. Fomos de feijoada de frutos do mar (com feijão branco, inclui carne suína e acompanha farofa de banana e vinagrete – R$ 85,20 pra duas pessoas, bem servido) e chope gelado; não precisa de mais nada, né?!

Participação especial do Rafa e dos nosso amigos Gabi e Babalu na segunda foto! (Fotos: Luiza Nascimento Mendonça)

 

Restaurante A Caiçara – Prato: Feijoada Portuguesa (Foto: Luiza Nascimento Mendonça)

O almoço foi longe e deixamos o restaurante perto das 16h – horário em que ainda tinha bastante gente comendo. No calçadão, as barracas desmontadas não espantaram o pessoal, que continuava comendo e bebendo como se não houvesse segunda-feira.  Domingo em Curitiba é assim; com sol então, só alegria!

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