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Um dia em Antonina-PR – Parte 3

História, arquitetura, gastronomia e natureza a 80km de Curitiba

Já falamos do trajeto pela Estrada da Graciosa até Antonina na parte 1 e já falamos um pouco da história da cidade e do que vimos nela na parte 2. Agora está na hora de falar de comida e de como fazer a digestão! Confesso que meu espírito gordinho está indo à loucura lembrando da casquinha de siri que comemos lá! Mas antes vou falar um pouquinho do local que escolhemos pra comer.

Restaurante Caçarola do Joca

(Foto: Luiza Nascimento Mendonça)

Este restaurante de quase 40 anos de história não conta mais com o comando do Joca (Joaquim Carlos Alcobas), que faleceu em junho de 2008 – hoje quem toma conta são suas filhas, Jamylle e Ramsa Alcobas. Pelos relatos, o Joca era O Cara! Em 1981, o paulistano recém-chegado a Antonina comprou o antigo casarão de uma imigrante belga e não demorou para se espalhar a boa fama da sua cozinha. Uma pessoa de extrema simpatia que, com a colaboração e o talento de sua mulher, Jurema, conquistou a clientela fácil, fácil! Dá pra ter uma ideia pela decoração do ambiente, feita dos tantos presentes ganhos dos clientes; é uma variedade grande de enfeites e até o papagaio que está lá ele ganhou!

Os presentes dos clientes que servem como decoração do restaurante dividem espaço com fotos de artistas e políticos nas paredes. (Foto: Rafael Belli Soares)

(Foto: Rafael Belli Soares)

Mas claro que nenhum restaurante vive só da simpatia do dono, tem que ter aquela coisa boa… Aquele detalhezinho bom… Aquele diferencial… Esqueci o nome… É… Como é mesmo o nome?! Ah, lembrei! … Comida!! Ahhhh e que comida (por favor, não maliciem!)! Os pratos são feitos com muito capricho e são muito bem servidos. Aliás, a verdade é que a razão do nosso passeio foi a casquinha de siri que eles servem, a melhor do mundo. Todas as outras coisas que fizemos no dia foi consequência. 76km por uma casquinha se siri. Vale.

De prato principal pedimos peixes variados (robalo, linguado) com molho de camarão e lula – estávamos com amigos, então dividimos e provamos um pouco de tudo; tudo delicioso. Os valores não são dos mais baratos, mas como os pratos servem 3 pessoas, o custo-benefício fica justo. Dizem que um dos carros-chefes deles é o barreado, prato típico da região, mas nesse dia, acho que por causa do calor, não estavam servindo.

Casquinha de siri, molho de camarão, molho de ostras e peixe. (Fotos: Rafael Belli Soares)

Adendo: além da comida, também é possível comprar acessórios como os que eles servem na mesa. O pequeno espremedor de limão é genial!!

(Fotos: Rafael Belli Soares)

(Fotos: Luiza Nascimento Mendonça)

A Caçarola do Joca atualmente fica aberta somente nos finais de semana e feriados. Para mais informações, clique aqui.

Outros imperdíveis em Antonina

Da Caçarola nós tocamos em frente – em seguida conto. Antes disso, não posso deixar de mencionar dois, ou três, clássicos de Antonina.

O primeiro dele é o Festival de Inverno da UFPR, que acontece todo ano na primavera; brincadeira, no inverno, faz 28 anos. Durante 8 dias este que é o maior festival multicultural do Paraná reúne centos de artistas, professores, alunos, de crianças a idosos, em atividades que vão de espetáculos a shows e oficinas. No site oficial do evento de 2018 dá pra ter noção de como é; a cidade fica movimentadíssima.

O segundo não é bem um clássico, mas está se tornando. É mais um evento que chama bastante gente, o Antonina Blues Festival, que teve a primeira edição em 2015 e vem acontecendo todo ano por abril/maio. Seguramente deve ocorrer de novo em 2019, pois até no calendário de eventos da cidade ele está.

E por último, volto a falar de algo palpável. Palpável, mastigável, humm, já me deu fome de novo! Estou falando das balas de banana de Antonina, um produto que existe faz anos e que você não pode sair de lá sem provar. Na Caçarola do Joca vão te dar algumas com a conta, mas passe no mercado público do trapiche e leve um pacote pra casa que você não vai se arrepender!

(Foto retirada do site: http://www.aen.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=362683&evento=56051)

Agora podemos voltar ao nosso dia!

Recanto Cacatu

Depois de comer, nada melhor que entrar num rio para fazer a digestão, não? Ok, eu sei que existem controvérsias, mas isso não vem ao caso. Ainda estava (muito) calor e ainda tínhamos um tempinho de sol. Perguntamos para alguns moradores sobre a qual rio ir, já que na região tem vários, e nos indicaram o Rio Cacatu; eles nos disseram que ele estaria um pouco mais vazio comparado com os mais próximos de Morretes e que também teria menos gente que o Rio do Nunes, que também fica na região.

(Foto: Rafael Belli Soares)

A entrada do Recanto fica na Estrada do Bairro Alto PR 340, Distrito do Cacatu, a 15 km do centro histórico de Antonina. Chegando lá encontramos uma área de estacionamento (gratuito) e uma área de lazer com churrasqueiras, banheiros (àquela altura já não dos mais limpos), lanchonete e, por R$20,00 a diária, piscina com toboágua. Como nossa ideia era mesmo só um mergulhinho e não uma indigestão, optamos por ficar no rio mesmo. Água gelada para um dia quente, combinação perfeita!

(Fotos: Rafael Belli Soares)

O rio surpreendeu pela limpeza e não estava muito cheio não. A água também estava numa temperatura bem agradável; gelada mas não congelante.

Para concluir, deixo uma ótima música para escutar durante o caminho. Você vai querer esse dia pra vadiar, ver aquele mar que não tem tamanho, beber água de coco… Vai ser bom passar uma tarde em Antonina!

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2 Comentários

  • […] valorizar programas da região, ser um pouco mais bairrista… Forcei? Não?… Enfim, na Parte 3 o assunto é comida e um pouquinho mais de […]

  • […] na parte 2 e na parte 3 eu coloco as informações da cidade de Antonina, mas antes disso, para manter a tradição musical […]

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